Atuo na internet antes de o google chegar no Brasil, a conexão era discada e usava os sábados à tarde (após as 14hs que se cobrava um impulso só) virando a noite e passando o domingo inteiro na internet. Mas naquela época a internet era lenta demais, tinham os conectores de internet e softwares que para acelerar a navegação se eliminava a visualização de imagens. Naquela época não se sonhava em assistir tv ou videos pela internet.
Meu primeiro trabalho, o inicial do Jornalismo Gospel foi o servicosgospel.hpg.com.br, depois virando servicosgospel.hpg.ig.com.br e somente depois de anos registrei o domínio Jornalismo Gospel.com.br
Na época que chegou o google e com ela o youtube, a postagem de videos não poderia ser superior a 15 minutos, depois de alguns anos se confirmava a conta e poderia colocara videos de 2 horas e somente depois que liberou o tempo, oque possibilitou a postagens de cultos on line. Alguns gravavam os cultos e depois ficava a noite subindo os arquivos para o youtube (fiz muito isso) para mostrar a rapidez que quando as pessoas chegassem na segunda de manhã o culto da noite anterior poderia ser revisto e indicado para amigos.
Passou o tempo e as igrejas continuaram a desejar se desenvolver no mundo da internet, chegou o "inicio da Bolha" com os cultos transmitidos on line, achando que alcançariam multidões de pessoas a Cristo. Aconteceu realmente muitos casos oque explodiu o desejo de todas as igrejas estarem transmitindo seus cultos.
Depois da bolha ter passado muitos pastores conscientes e sérios descobriram que chegar ao mundo não era o problema, mas administrar essas pessoas depois de aceitarem a Jesus que seria. Muitos deixaram o mundo virtual da transmissão ao vivo, outros ainda estão galgando neste mundo de sonhos.
Uma vez conheci um pastor intinerante no Peru (em Huancayo) que viajava pelo mundo pregando para multidões e apresentou fotos de centenas de pessoas aceitando a Cristo. Eu como um desmancha prazeres, perguntei, e depois que aceitam a Cristo oque você faz... ele desandou a conversa e mudou de assunto.
O problema não está em pregar a palavra na internet, creio que isso é até uma tremenda benção e pode ser chamado de ministério, mas oque fazer depois que as pessoas aceitaram a Jesus... como discipular. Ainda hoje muitos não tem resposta jogando a responsabilidade para Cristo.
É a mesma coisa que você sendo solteiro, agradar uma moça, faze-la sonhar com uma familia e chegar na hora h de pedir em casamento a abandona-la.
Muitos ainda estão fazendo isso. E pior, o fruto que isso está causando tem sido terrível.
Quando morei no Rio de Janeiro vi esse movimento começar, ministrações diversas, muitas pessoas aceitando a Jesus mas nenhum trabalho operacional para discipular essas pessoas que estavam chegando a familia. O que aconteceu... Milhares dizem ter Jesus como seu salvador mas compromisso com ele nada...
Devemos pensar nas ações que tomamos quanto a obra de Deus, quando atuei no campo missionário peruanos já como autônomo, me integrando ao ministério das Assembleias de Deus Peruanas, formei duas igrejas, a primeira fechada a anos no povoado de Santa Maria e a segunda em um povoado chamado Chaullay que nunca teve igreja. Desde o inicio estava ao meu lado todo o final de semana um obreiro que estava capacitando para tocar a obra. Sempre falei nas igrejas que eu era missionário e não pastor (a diferença que missionário forma a igreja os obreiros e depois segue para outros campos, onde o pastor permanece para pastorear e fazer a igreja crescer) preparando eles para uma possível despedida.
Ai fico a pensar, nas pessoas que amam pregar a palavra (e estão corretos) sem pensar no depois do evangelismo. Muitas vezes a pregação da palavra pela internet chega em regiões e familias que um missionário não chegaria. Mas fica o grande problema...
E depois...
De quem será a responsabilidade do discipulado dessas milhares de pessoas que se chegam a Jesus e nada sabem sobre como se portar na nova familia, a familia de Deus.
Temos que parar para pensar (não parar de pregar) para nos organizar sobre o que fazer no depois, não jogando a responsabilidade para Deus, sabendo que seremos responsáveis pelas vidas que conquistamos. Devemos parar de brincar de desejar ser pregador intinerante e tomar a responsabilidade para si sobre como apresentaremos essas vidas a Deus, em que nivel elas estarão no momento da apresentação.
Alguns podem dizer aquela passagem que Paulo prega, Outro discipula e Deus Dá o crescimento... correto, mas não está na hora de chamar a nos mesmos a responsabilidade e fazer o trabalho completo.
Se você se mete a pregar pela internet, deve ser responsável sobre as vidas que alcança, que Deus cobrará principalmente depois de ler esse texto a SUA RESPONSABILIDADE.
Vamos nos apresentar a Deus como Paulo indicou a Timóteo, como obreiro aprovado que não tem com que se envergonhar.
José Eduardo Viana

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